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Avaliação de empresas e futebol: o que há em comum?

Você leu o título e pensou: “avaliação de empresas e futebol não tem nada em comum”. Mas estou aqui para te provar o contrário. A avaliação de empresas e o futebol têm mais em comum do que você imagina e ao longo desse texto você vai saber o porquê.

Você já viu jogadores sendo negociados entre clubes, certo? O Neymar mesmo foi comprado pelo Paris Saint-Germain por 222 milhões de euros em 2017, o que configurou a transação mais cara da história. Em momentos como esse, você se questionou como descobrir quanto vale um jogador? Essa avaliação tem muito em comum com a avaliação de empresas e é sobre isso que vamos tratar nesse artigo.

Então vamos lá? Boa leitura!

O que há em comum entre a avaliação de empresas e o futebol?

Da mesma forma que existem diversas transações de compra e de venda de empresas, também existem transações de compra e de venda de jogadores. Constantemente, os principais jogadores do mundo trocam de time. E, da mesma forma que na avaliação de empresas, definir o valor de atletas não é tarefa fácil.

Vale ressaltar que o processo de avaliação de empresas, em geral, é aplicado em empresas com fins lucrativos dos setores industriais e de serviços. No entanto, algumas outras formas de negócios vêm se mostrando como boas áreas de análise, como é o caso dos jogadores de futebol. Legal, não é mesmo?

Nos últimos anos alguns clubes de futebol no Brasil e no mundo avançaram em relação ao modelo de gestão e de transparência.  Por isso, apesar de que um time de futebol não é uma empresa propriamente dita, mas uma organização que não tem por objetivo principal o lucro de seus acionistas, a avaliação tem se mostrado presente e muito importante para essas análises. E o principal “ativo” desses clubes são os jogadores de futebol.

Então como usar a avaliação de empresas no mundo do futebol?

foto-de-calculadora-oculos-moedas-e-relatorios-para-ilustrar-artigo-sobre-avaliacao-de-empresas-e-futebolO valuation, isto é, a atribuição de valor a um negócio, é muito difícil em qualquer indústria, em especial, no mundo do futebol. Isso porque boa parte das receitas no mundo esportivo é variável. Afinal, a compra e a venda de atletas e o desempenho em campo muda muito a receita e impacta na demanda do consumidor final. Além disso, grande parte das premiações no mundo do futebol impactam no valor dos jogadores e, também, dependem de resultados.

Para piorar, os custos de clubes de futebol são fixos e de longo prazo. Afinal, ao contratar um atleta, o clube, em geral, o mantém por, pelo menos, 3 anos, independente do desempenho bom ou ruim. Isso mostra que os investimentos são feitos sem uma garantia de retorno ou de desempenho.

Como assim?

Vamos pensar em uma empresa. Quando ela investe em uma máquina, ela sabe como esta irá performar e o quanto irá produzir, podendo projetar os seus resultados. No caso do futebol, em que o maior ativo são os jogadores, é possível que o time contrate um jogador caro e acabe se frustrando. Dessa forma, o fluxo de caixa é algo muito incerto e qualquer projeção pode não passar de uma mera adivinhação, não é mesmo?

Também fica difícil pensar no método dos múltiplos para avaliar os jogadores. Afinal, cada jogador é único e tem suas particularidades. Isso os torna difíceis de comparar. Assim, a dispersão dos múltiplos é muito grande e estes não são lineares para uma precificação precisa. Faz sentido, não é mesmo?

Isso se torna ainda mais crítico quando falamos do Brasil, afinal, se olharmos para a Europa, que já é um mercado maduro na compra e venda de jogadores, mas também enfrenta complicações na hora do valuation de seus atletas. No nosso país, isso é ainda mais distante. Afinal os clubes do Brasil tem um mercado grande, mas limitado, tem potencial de exploração de internacionalização da marca também limitado, a renda média do brasileiro é baixa, os clubes tem dívidas elevadas e é difícil encontrar novos investidores interessados nos clubes e nos jogadores. Por isso, os maiores destaques acabam indo para times de outros países (como é o caso do Neymar que vimos acima).

O jogador de futebol é um ativo para o clube?

foto-de-jogador-de-futebol-com-a-bola-na-mao-para-ilustrar-artigo-sobre-avaliacao-de-empresas-e-futebolVamos pensar no que torna algo ou alguém um ativo. Para um item ser um ativo, ele deve atender 3 condições: proporcionar benefícios futuros, representar um direito exclusivo da entidade e ocorrer evento que proporcione o benefício.

 

No caso dos jogadores de futebol, estes geram benefícios econômicos futuros tangíveis e intangíveis para o clube, como, por exemplo, os resultados de bilheterias, a venda de produtos, a divulgação da marca, o aumento da torcida e, também, no momento de sua negociação.

No caso do direito exclusivo, esse se materializa quando o jogador assina um contrato com o clube e se torna obrigado a trabalhar para o mesmo durante o prazo estabelecido, não podendo deixar o clube e jogar em outro time.

A ocorrência de eventos que geram os benefícios se caracteriza pela chance de transações comerciais durante a vigência do contrato, isto é, sua negociação.

Os ativos podem ser tangíveis, ou seja, bens e propriedades concretas, ou intangíveis, isto é, bens não monetários identificáveis sem substância física. O CPC determina que um ativo é intangível quando:

– For separável, isto é, quando puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, de forma individual ou com um contrato, ativo ou passivo relacionado;

– Resultar de direitos contratuais ou de outros direitos legais, independente da chance de serem transferidos ou separados da entidade ou de outros direitos e obrigações.

O ativo intangível deve reunir 3 características: serem identificáveis (isto é, passíveis de identificação de forma a serem diferenciáveis de qualquer outro ativo, sob a pena de não se poderem exercer sobre eles direitos de propriedade), existir e ter proteção legal, além de gerar benefícios econômicos futuros.

O jogador é, então, um ativo intangível?

Podemos entender o jogador de futebol como ativo para o clube, porém, um ativo intangível, pois não é o jogador em si que representa esse ativo, mas sim, a sua capacidade técnica para jogar no clube e, em especial, seu passe. Por isso, ele representa uma propriedade imaterial do clube, tendo valor econômico, mas sem substância física, afinal, estamos falando de seu know-how e não da pessoa em si, certo? Isso fica mais claro quando pensamos que o jogador deve estar no balanço do time, além de sofrer amortizações ao longo do tempo.

Encontrar o valor de bens intangíveis é muito mais difícil que de bens tangíveis. Por isso, deve-se reunir um conjunto enorme de dados para garantir que o valor seja o mais próximo possível da realidade. Da mesma forma que em muitas empresas, avaliar ativos intangíveis é muito importante, pois esses podem valer até mais que os ativos tangíveis, em especial, nos dias atuais, não é mesmo?

Quanto vale um jogador de futebol?

foto-de-homem-usando-a-calculadora-com-dinheiro-e-caderno-em-maos-para-ilustrar-artigo-sobre-avaliacao-de-empresas-e-futebolO futebol é um dos esportes que mais gera receitas em todo o mundo e uma das maiores fontes está nos jogadores de futebol, que são negociados por milhões de reais em todo o mundo.

Além da negociação do Neymar, podemos destacar também o passe do jogador francês Paul Pogba por 105 milhões de euros em 2016. Já o Lionel Messi tem uma cláusula de contrato de compra de 300 milhões de euros com o Barcelona. Incrível, não é mesmo?

Esses valores altos têm várias explicações e carregam muita complexidade. Afinal, da mesma forma que uma empresa ou um ativo intangível, espera-se que um jogador traga um fluxo de benefícios econômicos futuros muito relevantes para o clube, tanto dentro quanto fora do campo.

Esse retorno está ligado a fatores objetivos, como sua capacidade de fazer gols, ganhar um campeonato e sua performance técnica, como também, fatores subjetivos relativos às ações de maketing, por exemplo. Quanto maior a empatia do público com o jogador, maior o valor percebido pelos patrocinadores.

Para avaliar um jogador, existem diversos métodos e, em geral, cada clube contabiliza os jogadores com os quais tem contrato à sua maneira. As principais são: o custo do atleta como base de valor (isto é, o custo de aquisição e aqueles necessários para colocar o atleta em condições de gerar benefícios para o clube), o valor de mercado (apurado por uma avaliação técnica feita por especialistas qualificados) e o valor da cláusula penal (ou seja, o valor devido pelo atleta ao clube, em caso de rompimento do contrato por parte do atleta).

Para ilustrar a relação entre a avaliação de empresas e o futebol…

Não somos autoridade para falar sobre avaliação de jogadores, por isso, criamos um método ilustrativo, simplificado e didático para apurar quanto vale um jogador de forma a melhorar o entendimento deste arquivo.

Podemos pensar que é preciso, primeiro, observar seu desempenho histórico, suas características físicas e de desempenho e sua capacidade operacional. São elas: idade, condicionamento físico, força, velocidade, histórico de contusões, desempenho no time, disciplina tática, experiência nacional e internacional, número de gols marcados, títulos conquistados, índice de faltas, entre outros.

Depois, a parte mais difícil fica em relação aos aspectos subjetivos e ao desempenho futuro do atleta. Fatores comportamentais como liderança, temperamento, adaptabilidade e disciplina podem impactar no seu valor. Além disso, sua capacidade de ser visto como exemplo de disciplina, talento e precisão e seu reconhecimento como ícone de vigor, luxo e beleza também são grandes formadores de valor. Por fim, não podemos descartar seu potencial de marketing e influência sobre fãs e torcedores.

Esse pensamento a respeito do jogador como um ativo intangível casa muito com o momento em que estamos vivendo. Afinal, as maiores e mais valiosas empresas dos dias atuais tem os ativos intangíveis (propriedade intelectual, marca e patentes) como principal componente de valor, o que torna seu cálculo mais difícil de ser feito.

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