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Coronavírus: medidas para as MPEs enfrentarem a pandemia

O avanço da pandemia de coronavírus no mundo, trouxe diversos prejuízos além do risco à saúde. Por isso, a economia está de ponta cabeça e os micro e pequenos negócios estão com medo do que isso pode gerar. Afinal, as MPEs são as que mais sofrem com a mudança do comportamento de consumo, pois têm uma menor capacidade de arcar com as consequências e se adaptar ao novo cenário.

Por isso, elaboramos esse artigo com algumas medidas que já foram tomadas pelo governo para auxiliar negócios menores, algumas dicas para as empresas e, claro, orientações para evitar que você seja contaminado (a) pela doença. Afinal, saúde em primeiro lugar, né?

Então, boa leitura!

Boas notícias: governo anuncia pacote de benefícios em função do coronavírus

Com a finalidade de preservação das empresas e dos empregos e com o foco em cidadãos idosos, foram lançadas diversas medidas por parte do governo para amenizar a situação econômica gerada pela pandemia no Brasil e evitar a mortalidade das empresas e, consequentemente, o desemprego.

Além disso, as medidas emergenciais, feitas por Paulo Guedes, preveem injeção de R$ 147,3 bilhões na economia nos próximos 3 meses. Desse valor, R$ 83,4 bilhões devem ser destinados à população mais pobre e/ou mais idosa. Outros R$ 60 bilhões serão destinados a manutenção de empregos e das empresas.

Algumas delas são:

  • Diferimento do prazo de pagamento do FGTS por 3 meses (impacto de R$30 bilhões);
  • Diferimento da parte da União no Simples Nacional por 3 meses (impacto de R$ 22,2 bilhões);
  • Mais R$ 5 bilhões de crédito do PROGER / FAT para Micro e Pequenas empresas (impacto de mais de R$ 5 bilhões);
  • Redução de 50% nas contribuições do Sistema S por 3 meses (impacto de R$2,2 bilhões);
  • Simplificação das exigências para contratação de crédito e dispensa de documentação (CND) para renegociação de crédito;
  • Facilitação do desembaraço de insumos e matérias primas industriais importadas antes do desembarque;
  • Desoneração temporária de IPI para bens importados ou produzidos internamente listados que sejam necessários ao combate ao Covid-19;
  • Antecipação da segunda parcela do 13º do INSS de aposentados e pensionistas (impacto de R$ 23 bilhões);
  • Reforço do programa Bolsa Família com a liberação de cerca de R$ 3 bilhões;
  • Redução do teto de juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas, além de aumento da margem e do prazo de pagamento;
  • Transferência de valores não sacados do PIS/Pasep para o FGTS (impacto de R$ 21,5 bilhões);
  • Antecipação do abono salarial do PIS (impacto de R$ 12,8 bilhões);
  • Suspensão da prova de vida dos beneficiários do INSS por 120 dias;
  • Preferência tarifária e de desembaraço aduaneiro de produtos de uso médico-hospitalar, além de redução de alíquotas de importação;
  • Destinação do saldo do fundo DPVAT para o SUS (impacto de R$ 4,5 bilhões).

O que fazer para manter o bom funcionamento das micro e pequenas empresas diante do coronavírus?

casal-de-empreendedores-diante-de-sua-padaria-para-ressaltar-a-importancia-de-dar-preferencia-a-negocios-locais-diante-da-pandemia-de-coronavirusDiversas medidas podem ser tomadas para que as empresas enfrentem a pandemia da melhor forma possível. Isso envolve atitudes dos donos dos negócios, mas também de clientes e funcionários da empresa.

Por isso, abaixo, listamos o que pode ser feito para enfrentar os próximos dias da melhor maneira possível.

Clientes

Pequenos negócios correm muito risco com o COVID-19. Afinal, um mês difícil pode “quebrar” um negócio. Por isso, clientes podem ajudar as micro e pequenas empresas a lidarem com os próximos meses!

Diferentemente das grandes empresas que têm mais capacidade para arcar com cenários como esse, micro e pequenos negócios precisam da ajuda dos consumidores para continuarem existindo.

O desafio agora é manter o ritmo de vendas. Cada centavo significa muito para as MPEs. Por isso, você, cliente, peça comida das pequenas lanchonetes, compre no petshop da esquina, vá na mercearia perto da sua casa. Basicamente, compre do pequeno. Ajude o independente e mantenha a economia girando. As grandes empresas enfrentarão um período desafiador, mas continuarão existindo. No caso dos pequenos, estes poderão acabar morrendo.

Assim, se precisar comprar alguma coisa, dê preferência aos micro e pequenos negócios do seu bairro que, além de estarem precisando da sua ajuda, provavelmente são mais próximos da sua casa e mais vazios, evitando aglomerado de pessoas.

Vamos nos unir e, juntos, impedir que as micro e pequenas empresas fechem as portas!

Além disso, seja um cliente consciente e que pensa no próximo. Não adianta comprar coisas em excesso para estocar e gerar faltas. Outras pessoas também precisam de alimentos e produtos de higiene, por exemplo. Por isso, pense no coletivo e compre apenas o necessário.

Pequenos empresários

Prevenção é a palavra para sobreviver a esse momento de crise. Por isso, quanto mais você antecipar possíveis cenários, mais preparado estará para lidar com tranquilidade diante de tudo que ocorrer. Não espere alguém da sua equipe ou seus clientes ficarem doentes para começar a agir.

Por isso, promova a divulgação e conscientização interna intensiva e em todos os meios possíveis das formas de transmissão do vírus e das medidas de prevenção ao contágio para que todos estejam cientes da seriedade da situação que estamos vivendo.

Muitas empresas estão adotando regimes de trabalho home office, o que é o ideal de fazer para todas as atividades em que isso é possível. Porém, em alguns negócios isso não se aplica, como é o caso de lanchonetes e restaurantes. Assim, se este é o seu caso, adote medidas excepcionais de limpeza do ambiente de trabalho, disponibilizando álcool gel e estimulando a lavagem das mãos com maior frequência.

Também é importante instituir protocolo médico para casos suspeitos ou risco potencial. Respeite isolamento e quarentena de funcionários que se enquadrem nesses casos. Esta ausência é considerada falta justificada conforme artigo 3º da Lei 13979/2020.

Para empresários que dependem de importação, a alta do dólar pode trazer problemas. Por isso, a recomendação é tentar negociar melhores condições ou buscar fornecedores internos, além de se preparar para atrasos. Para quem exporta, o dólar mais alto pode ser benéfico para os lucros, porém é preciso manter as vendas diante de um contexto em que todos os países estão inseguros.

Além disso, pessoas estão mudando seu comportamento consumidor, reduzindo demanda para alguns produtos e serviços, mas aumentando para outros, além de evitar sair de casa. Por isso, as empresas devem estar atentas a essas mudanças de forma a adaptar sua forma de trabalho para sofrer menos impactos.

Como evitar a contaminação pelo coronavírus?

A situação que o mundo se encontra é realmente grave e deve ser levada a sério. Não é uma simples gripe ou resfriado, mas também não é necessário entrar em pânico.

É normal se assustar, mas para evitar tudo isso, é preciso se informar. Evite assistir, ler ou ouvir notícias que podem causar ansiedade. Preze pelo seu equilíbrio. Procure informações verídicas no que se refere a como se preparar. Por isso, a OMS emitiu um relatório com recomendações para evitar o pânico da população.

Dentre as principais recomendações, estão:

  • Alimentar-se bem;foto-de-pessoa-usando-alcool-gel-nas-maos-para-se-previnir-do-coronavirus
  • Ingerir água e sucos naturais para manter a hidratação;
  • Evitar tocar o rosto;
  • Cobrir a boca com lenços descartáveis ou com os braços curvados quando tossir ou espirrar;
  • Lavar mãos e punhos regularmente com água e sabão por, pelo menos, 20 segundos;
  • Utilizar álcool gel;
  • Limpar, com álcool, os objetos tocados frequentemente;
  • Manter a distância de, pelo menos, um metro das outras pessoas;
  • Evitar aglomerações de pessoas, eventos e viagens;
  • Trabalhar remotamente sempre que possível e fazer reuniões virtuais;
  • Evitar, ainda mais, a circulação em horários de pico;
  • Evitar cumprimentar com beijos no rosto, aperto de mãos e abraços;
  • Manter ambientes bem ventilados;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal.

Pessoas saudáveis e sem sintomas não precisam usar máscaras. Apenas os profissionais de saúde e as pessoas com sintomas parecidos com os do coronavírus precisam usá-las. Seu uso racional é fundamental para que elas não faltem nas situações realmente necessárias.

Respeite medidas de isolamento caso essas sejam impostas. Se está voltando de uma viagem internacional ou está apresentando sintomas, programe-se para passar alguns dias isolados em casa.

Procure médicos apenas se sentir falta de ar, dores no corpo e febre. Não procure profissionais de saúde sem apresentar sintomas, afinal, o sistema de saúde tem que priorizar os casos mais sérios e que realmente precisam de ajuda.

Como estão seus preparativos para enfrentar o coronavírus?

A equipe da BuyCo. está acompanhando tudo de perto e já adotou algumas medidas aqui na empresa. Se tiver alguma outra dica, deixe nos comentários! Vamos nos unir para enfrentar o coronavírus da melhor forma possível.

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