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Impactos das chuvas nas micro e pequenas empresas: como se preparar

O começo do ano de 2020 foi marcado por fortes chuvas no Brasil, não é mesmo? Como resultado, diversos foram os estragos causados: deslizamentos de terra, desabamentos de casas, pessoas desabrigadas e casos de óbitos, são alguns exemplos.

As micro e pequenas empresas também já sentiram os impactos das chuvas. Continue com a leitura do artigo para conhecer esses prejuízos, as ações para amenizá-los e o que você pode fazer para se preparar para cenários como esse.

Então vamos lá? Boa leitura!

Os impactos das chuvas nas micro e pequenas empresas

Conforme dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as chuvas provocaram prejuízo ao comércio de R$ 203 milhões no Sudeste do Brasil, em fevereiro. 

A região foi uma das mais prejudicadas pelas chuvas. Mais da metade da perda do varejo foi observada em São Paulo (R$ 122,9 milhões). Sua capital registrou um número 41% acima da média de chuva para o mês.

Rio de Janeiro aparece na sequência com perda de R$ 46,4 milhões. No estado, dos 33 pontos monitorados, 24 acumularam mais de 200 mm de chuva.

Minas Gerais aparece logo depois com prejuízo igual a R$ 34,2 milhões. Em Belo Horizonte, a chuva acumulada do mês de fevereiro o classificou como o mais chuvoso em 16 anos.

Esses valores consideram setores sensíveis à “compra por impulso”, como supermercados, farmácias, joalherias, lojas de roupas, decoração, artigos esportivos, entre outros. Nesses casos, a compra não é feita, nem recompensada, o que se torna perda. O prejuízo foi tanto que corresponde a um mês de crescimento perdido.

As fortes chuvas tendem a afetar o comércio e serviços no Brasil. Isso porque, além de piorar os planos de vendas, prejudicam o acesso de clientes e funcionários e, no caso dos fatos recentes, promovem perdas físicas aos locais.

Em muitos casos, lojas optaram por nem abrir as portas, uma vez que a demanda é reduzida, os funcionários não conseguem ir trabalhar, alguns serviços são cortados e o risco de estragos é grande, além de representar risco para pessoas que atuam em áreas de risco.

Isso se tornou ainda mais crítico no mês de fevereiro, que já é reduzido e tem um feriado. Com muitos dias prejudicados, a receita ficou comprometida, mas os gastos fixos continuam existindo, o que coloca muitos empresários em situações difíceis.

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As ações tomadas para reduzir os impactos das chuvas

Os prejuízos causados pelas fortes chuvas são incontáveis no Brasil. Além do alto índice pluviométrico, também existe uma falta de infraestrutura urbana adequada para o escoamento da água. Por isso, algumas ações foram tomadas para reduzir esses impactos.

Em Minas Gerais, por exemplo, 121 municípios decretaram estado de emergência e milhares de locais comerciais tiveram prejuízos. Em alguns casos, alguns deles fecharam suas portas.

Por isso, a Fecomércio-MG solicitou ao governador do Estado, Romeu Zema, a suspensão do recolhimento dos tributos estaduais devidos pelos contribuintes localizados em municípios afetados pelas chuvas. Legal, não é mesmo?

Também foi requerido o tratamento tributário diferenciado, mais benéfico e simplificado para casos mais graves, já que muitos empresários ficaram sem recursos para arcar com os débitos tributários.

Além disso, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) divulgou uma série de ações em parceria com o governo do estado, as instituições financeiras e as outras entidades. Uma delas foi a negociação de linhas de crédito com juros compatíveis com a situação para aquele que tiveram prejuízos com as fortes chuvas.

A entidade também busca isenção de impostos para os locais afetados. A ideia é que haja atendimento preferencial e que cada caso seja estudado de forma separada.

Para isso, contarão com o apoio do SEBRAE para fazer uma triagem e uma orientação destes empresários.

O governador acabou assinando o decreto que beneficia as pequenas empresas atingidas pelas chuvas. Assim, foi isenta a cobrança de ICMS para aquisição de ativos imobilizados para manter as atividades e dos juros do imposto nos meses de janeiro e fevereiro de 2020. Muito bom, não é?

Ainda foram disponibilizadas linhas de crédito pelo BDMG com melhores condições e prazos para MPEs atingidas pelas chuvas.

Como preparar o seu negócio para reduzir os impactos das chuvas?

Prevenção é a palavra para preparar seu negócio para cenários como esse. Muitas vezes, só a atuação do poder público não é suficiente para impedir estragos.

Então você, empresário e cidadão, pode ajudar não só o seu negócio, como toda a sociedade, com algumas ações. Por isso, preparamos algumas dicas para o seu negócio.

Algumas dicas

foto-de-pessoa-com-lampada-na-mao-para-ilustrar-dicas-para-amenizar-os-impactos-das-chuvas-nas-micro-e-pequenas-empresasAntes de mais nada, deve-se pensar muito bem sobre a escolha do local para implantação da empresa. Opte por locais que não tem histórico de alagamentos constantes e que estejam distantes de córregos e rios. E, se for construir, conte com a ajuda de um técnico especialista.

Em períodos de chuva, eleve o máximo possível os locais para colocação de eletrodomésticos e eletrônicos, para evitar curto-circuito. Além disso, embale todos os materiais que não forem usados de imediato.

A geração de resíduos sólidos é um dos principais problemas ambientais. Afinal, o aumento da produção de lixo acaba contribuindo para o entupimento de bueiros que pioram os estragos das chuvas.

Por isso:
  • Forneça embalagens apenas quando for preciso;
  • Otimize o uso da sua matéria-prima;
  • Evite desperdícios e estoques superdimensionados;
  • Procure reutilizar as embalagens de insumos ou contate seu fornecedor para retorná-las;
  • Reduza o uso de produtos descartáveis;
  • Faça o descarte adequado de tudo que você usa na sua empresa, afinal, o que é lixo para uns pode ser matéria-prima para outros;
  • Não deposite lixo em locais inadequados;

Uma outra ideia pode ser a captação e reuso das águas das chuvas que, além de favorecer o ambiente, significam economia para você. Para isso, você pode, por exemplo, instalar calhas nos caimentos do telhado e conduzir a água para um reservatório e, depois, usá-la para lavar pisos, regar plantas, entre outros.

Lembre-se de limpar o telhado e as canaletas de água, além de revisar o escoamento de ralos e esgotos com certa periodicidade. Vale também revisar instalações elétricas, verificando se não há fios desencapados ou tomadas expostas que possam causar incêndios ou choques elétricos.

Em muitos casos, um seguro contra enchentes, alagamentos, desmoronamento e outros riscos semelhantes, pode ser uma opção. Mas preste atenção em todas as cláusulas antes de assinar o contrato.

O que fazer se começar a chover muito e o risco aumentar?

Antes de mais nada, preocupe-se em salvar sua vida e de todas as pessoas do local, isto é, funcionários e clientes. Planeje com antecedência um lugar seguro onde vocês possam se alojar. Volte à localidade apenas quando a autoridade local a considerar segura.

Avise os vizinhos, Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, caso perceba algum perigo.

Além disso, desconecte os aparelhos elétricos da tomada para evitar curtos-circuitos e eletrificação das águas. Mantenha distância de linhas elétricas caídas e comunique à companhia de energia.

Evite contato com a água suja e lama, afinal, é grande o risco de contrair doenças. Depois que a chuva passar, desinfete os locais afetados e redobre os cuidados com água, comida e higiene.

Nós, da BuyCo., esperamos que nossas dicas sejam úteis para você! Compartilhe com todas as pessoas que conseguir, vamos juntos reduzir os impactos das chuvas!

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