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O Mercado de Entretenimento: a luz no fim do túnel para driblar a crise causada pela pandemia

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Depois de um dia estressante você chega em casa e procura um filme para assistir, alguma série empolgante ou escuta alguma música relaxante. Assim, todas estas opções são uma forma que você encontra como válvula de escape, uma maneira de entreter e distrair sua mente após um dia complicado. Mas, para aquele filme, série ou música ficar pronto, é necessária uma cadeia de profissionais do mercado de entretenimento. Por isso, no artigo de hoje, vamos saber um pouco sobre este mercado, entender como ele está lidando com a crise do Coronavírus e conhecer as tendências para os pós pandemia.

O Brasil é um dos países do mundo que mais se consome produtos derivados do entretenimento. Desde a década de 2000 até o ano passado o setor apresentava ótimos índices de crescimento. Segundo o Sebrae, a qualidade do emprego gerado por este mercado é muito importante para a diversificação da economia. O setor possui mais de 5.800 empresas registradas, 93,4% delas são micro e pequenas empresas, que empregam cerca de 1,2 milhão de pessoas de forma direta ou indiretamente. É tanta gente trabalhando que o entretenimento fatura cerca de R$ 20 bilhões, o que representa 2,6% do PIB Nacional.

Outro fator que faz com que este mercado seja atrativo é a existência de um público vasto, atingindo todas as idades e classes sociais passando por eventos gratuitos até festas com ingressos acima de R$ 5 mil reais. Para se ter uma ideia, o mercado brasileiro de mídia e entretenimento movimentou US$ 35 bilhões, em 2016. Mas, assim como outros setores, o mercado de entretenimento colocou os pés no freio após diversos eventos serem cancelados e o mundo entrar em lockdown.

Saiba como o mercado de entretenimento reagiu durante a pandemia

De acordo com dados da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos, mais de 350 mil eventos deixaram de ser realizados em 2020. Esse número inclui shows, festas, congressos, rodeios, eventos esportivos e sociais, teatro, entre outros. As restrições fizeram com que o mercado deixasse de faturar ao menos R$ 90 bilhões. Os dados mostram ainda que cerca de um terço das empresas fecharam suas portas. Hoje, 97 em cada 100 empresas não estão trabalhando.

foto-de-pessoas-em-sofa-assistindo-filme-para-ilustrar-artigo-sobre-o-mercado-de-entretenimentoUm levantamento feito pela Sonar Cultural Consultoria, em parceria com o instituto Data Sim, logo nas primeiras semanas de março de 2020, mostrou que 81,2% das empresas tiveram eventos adiados e 77,4% cancelaram seus eventos. A maioria das empresas disseram que, naquela semana, foram afetados mais de 8 mil eventos e um prejuízo estimado, naquele momento, de R$ 483 milhões de reais.

Os prejuízos fizeram com que o mercado desse uma restruturada e criasse novas alternativas para driblar a crise. No setor musical, por exemplo, explodiram as lives, shows drive-in e eventos online. Especialistas apontam que as lives, mesmo já estando esgotadas, vieram para ficar. A procura do público e patrocínios de marcas famosas faz com que a indústria do entretenimento não abra mão desse formato.

Entenda o impacto da pandemia por setor

Dentre os segmentos mais impactados conheça as projeções de queda para cada um, segundo a pesquisa da PwC:

– Home vídeo (aluguel e compra de mídia física)
Estima-se que terá queda de 2,38% de 2019 a 2024;

Revistas e jornais impressos
De acordo com a pesquisa, este segmento apresentará queda de assinantes, da circulação e do valor unitário, que, somados, significam 4,3% de 2019 a 2024;

– Games (mídias físicas)
O segmento de games é o queridinho da vez, porém, a preferência é por jogos on-line. Dessa forma, as mídias físicas terão uma queda de 6,65%, até 2024.

– Cinema (bilheteria)
Bastante impactado pela pandemia, a estimativa é de queda de 2,55% ao ano, até 2024.

– Música (show ao vivo) 
De acordo com a pesquisa, este segmento não se recuperará facilmente devido as restrições em aglomerações. Mas, a tendência é recuperar mais rapidamente que cinema, o que ocasionará um crescimento de 1,78%.

Conheça as expectativas e tendências do mercado do entretenimento e da mídia digital no pós pandemia

Apesar da crise e retração causada pela pandemia, as expectativas são de crescimento. De acordo com uma pesquisa da PwC, empresa de consultoria e auditoria, o mercado de Entretenimento e Mídia deve crescer 2,47% ao ano até 2024 no Brasil. Essas projeções sofreram uma redução em relação à edição anterior da pesquisa no Brasil e no mundo. Naquela época, a taxa de crescimento do mercado brasileiro era de 5,5% até 2023.

foto-de-pessoas-assistindo-filme-para-ilustrar-artigo-sobre-o-mercado-de-entretenimentoPensando em escala global, também houve um recuo em relação às estimativas para o resultado projetado para os próximos anos e isso se deu devido as instabilidades geopolíticas e econômicas em vários países. No Brasil, a desvalorização do real em relação ao dólar e a recessão na economia contribuíram para essa queda. Porém, mesmo assim, o país continua ocupando a 9ª posição no mercado global. Os Estados Unidos seguem em primeiro lugar, seguidos pela China, Japão, Alemanha e Reino Unido. Os mercados emergentes, formados por países como a China, Índia, Rússia e Turquia, devem liderar a expansão mundial do setor, com uma taxa de crescimento anual média de 8,3%.

De acordo com as projeções da PwC, os segmentos que mais procurados pelos públicos serão os streamings de vídeo, como Netflix, HBO, Disney+, Amazon Prime; os streamings de música, no estilo Spotify e a Apple Music e os games digitais.

O que mais?

Ainda segundo a consultoria, esses 3 segmentos já apresentavam perspectivas de crescimento nas pesquisas anteriores. Mas, com a chegada da pandemia, o uso desse tipo de serviço se intensificou, bem como o número de novos clientes. De acordo com a pesquisa, os gastos dos brasileiros com streamings de música devem crescer 13% ao ano até 2024. Os games devem crescer 12% ao ano nesse período.

O estudo da PwC mostrou ainda que os segmentos mais afetados estão a TV por assinatura, revista, livro, jornal e rádio. A transformação digital e a facilidade de acesso à internet também contribuíram para a queda nesse tipo de serviço. A demanda do público por novas mídias tem chamado a atenção dos anunciantes, que tem se migrando para as plataformas digitais. Mas, por outro lado, os meios tradicionais continuam concentrando os maiores investimentos.

De fato, esta é uma área que apresenta bons índices de crescimento e tem muito potencial para ser explorada. Então, se você gostou e pensa em investir nesta área, a BuyCo. pode te ajudar, clique aqui e contate um de nossos consultores.

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