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Retrospectiva 2021

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O ano de 2021 foi rodeado de incertezas e pessimismos, mas, felizmente, muitos desses desafios foram solucionados. Você já parou para pensar na retrospectiva de 2021?

Consolidado como o melhor ano da história do M&A, 2021 foi o ano que bateu recorde em transações globais! Você sabia disso? Empresas com fome de negócios, altos investimentos e o mercado de fusão e aquisição super aquecido. Tudo isso em meio à pandemia.

Do mesmo modo, aqui no Brasil, não foi diferente. Recorde atrás de recorde, predomínio massivo de investidores nacionais e os setores de tecnologia da informação, financeiro, hospitais e clínicas de saúde foram os que mais bombaram.

2021 foi um ano bastante agitado, não é mesmo? E hoje, na Retrospectiva 2021 da BuyCo., vamos relembrar esse ano! No artigo de hoje vamos falar alguns dados relevantes do que rolou no mercado de M&A.

Então vamos lá? Boa leitura e um feliz natal, repleto de paz, luz e muito amor!

Retrospectiva 2021: O melhor Ano para o setor de M&A

O ano começou ainda com a incerteza provocada pela pandemia. Apesar das restrições sanitárias, especialistas afirmavam que o Brasil bateria um novo recorde no M&A. E bateu! Esse ano o movimento de Fusões e Aquisições no país alavancou numa força que não se via há tempos. Nesse sentido, as empresas voltaram a se arriscar e foram às compras, o que também não se via desde o paradeiro inicial que a pandemia provocou.

Até o fechamento deste artigo foram 1.534 operações envolvendo fusões e aquisições. Para se ter uma ideia, o recorde anterior, batido em 2020, era de pouco mais de 900 operações.

E essa alta foi registrada no mundo inteiro. Em outubro, o volume total de dinheiro movimentado em transações, garantiu o título de melhor ano da história em M&As. Foram mais US$ 4,11 trilhões em acordos ao redor do planeta.

Então, vamos agora conferir as transações de cada mês desse ano no Brasil?

Transações da Retrospectiva 2021 no Brasil

De acordo, com o Portal de Fusões e Aquisições, essas foram as transações do ano no Brasil:

Janeiro: o primeiro mês da retrospectiva 2021

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Primeiramente, o ano começou quente.

Somente em janeiro, foram 79 transações, que movimentaram cerca de R$ 28,3 bilhões. Isso representa um crescimento de 73,8% em relação ao mesmo mês do ano passado, que foram 76 operações.

A maior transação de janeiro foi quando a Pátria Investments, uma das maiores gestoras de recursos de terceiros da América Latina, fixou em US$ 17 o preço de sua ação em oferta pública inicial. Ao todo, foram levantados  US$ 625 milhões em IPO.

Sendo assim, as transações se concentraram mais nos setores de tecnologia da informação, instituições financeiras e outros. A maior parte das operações em janeiro foram no porte de até R$ 50 milhões, portanto foi um crescimento de 10,6% em relação ao ano anterior.

Em conclusão, a chegada de um novo ano também mostrou que o apetite dos investidores nacionais estava apenas começando. Das 79 operações, 65 foram responsáveis por investidores de Capital Nacional. 

Fevereiro:

Em fevereiro o mercado continuava aquecido. Como resultado foram 125 transações, um aumento de 58,2% em relação ao mês anterior, e um investimento de R$ 94,3 bilhões.

Nesse mês, os setores de Tecnologia da Informação e outros foram os mais ativos e os investidores nacionais predominaram.

No segundo mês do ano, a maioria foram em empresas com o porte de até R$ 49,9 milhões.

Novamente, os investidores nacionais com maior apetite no acumulado do ano, registraram crescimento tanto no volume, de 20,1%, como no montante, de 104,5%.

Março:

Março também foi um bom mês no mundo do M&A. Como resultado, o Brasil registrou, ao todo, 159 operações de fusões e aquisições, aumento de 27,2%, em relação ao mês anterior. Representando um investimento de R$ 30,7 bilhões. Se comparado com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento foi de 224,5% no volume e de 108% nos investimentos.

A transação que marcou o mês de março foi a compra do Grupo Big Brasil pelo Carrefour Brasil por de R$ 7,5 bilhões.

Também podemos destacar a Ambipar, que foi a primeira empresa da área de gestão ambiental a entrar na B3 sendo referência e inspiração para outras companhias que também desejam atuar no setor ambiental ou abrir capital.

Os setores de Tecnologia da Informação, Alimentos, Bebidas e Fumo, e Instituições Financeiras foram os mais ativos e os investidores nacionais predominaram. Em março, os investimentos em negócios entre R$ 500 milhões e R$ 1,0 bilhão foram os que mais cresceram.

Os investidores nacionais continuaram com fome de negócio. Em março eles representaram 82,4% das transações, o que corresponde a um investimento de R$ 16,1 bilhões, representando 52,2% do total.

Abril:

Em ritmo acelerado, abril contou com 154 transações. Apesar de registrar queda de 3% em relação a março, abril conseguiu movimentar cerca de R$ 79,8 bilhões. Os setores de Tecnologia da Informação, Instituições Financeiras e Outros continuaram no topo da lista dos mais atrativos.

Assim, as maiores transações nesse mês foram:

Aegea e Iguá vencem disputa por ativos da Cedae. O leilão movimentou R$ 22,7 bilhões. Outro destaque foi a captação de R$ 5 bi em IPO pela Caixa Seguridade, marcando um recorde de varejo. Também em abril, o BTG firmou acordo para comprar participação da Caixa no Banco Pan por R$ 3,7 bilhões.

Os maiores investimentos foram realizados nas operações de porte entre R$ 500 milhões e R$ 1,0 bilhão foram os que mais cresceram, 170,0%.

Outra vez, os investidores nacionais registraram o maior apetite, 85,7%, e investimento da ordem de R$ 74,2 bilhões.

Maio:

Em maio houveram menos transações, mas ainda sim foi um número alto. Foram, ao todo, 139 transações, queda de 9,7%, em relação ao mês anterior. Mas, o investimento foi de R$ 37,7 bilhões.

A maior transação foi a oferta de ações da Rede D’Or, que movimentou R$ 4,9 bilhões. Fascinante, não é?

Os investidores nacionais predominaram e os setores de Tecnologia da Informação, Instituições Financeiras e Telecomunicações e Mídia foram os mais ativos.

Empresas com porte superior a R$ 1,0 bilhão foram as que apresentaram o maior crescimento, de 241,9%, seguido pelos investimentos nos negócios de porte entre R$ 500 milhões e R$ 1,0 bilhão, que cresceram, 201,2%;

Os investidores de Capital Nacional foram responsáveis no mês por 116 operações, 83,5%, e investimento da ordem de R$ 31,0 bilhões, correspondendo a 82,1% do total.

Junho:

Chegando na metade do ano e o mercado continuava estourando! Junho foi marcado por 156 transações, movimentando R$ 80,5 bilhões, um crescimento de 361%.

No acumulado dos primeiros 6 primeiros meses do ano, foram somados 812 operações e R$ 353 bilhões movimentados. Ou seja, um crescimento de 98% em volume e aumento de 229,8% em montante, se comparado ao mesmo período do ano passado.

E advinha quais setores estavam no topo da lista? Tecnologia da Informação, Instituições Financeiras e Hospitais e Laboratórios De Análises Clínicas Saúde.

Em junho os investimentos ficaram concentrados mais em empresas de porte superior a R$ 1,0 bilhão, seguido pelos investimentos nos negócios de porte entre R$ 500 milhões e R$ 1,0 bilhão.

De novo os investidores nacionais foram responsáveis, em junho, por 135 operações, 86,5%, e investimento da ordem de R$ 57,9 bilhões. No acumulado do ano, eles foram responsáveis por 680 operações, um crescimento de 113,8% em relação ao ano anterior, e responderam por 83,7% das operações.

O investimento foi da ordem de R$ 277,6 bilhões, o equivalente a 78,6% do total, correspondendo a um crescimento de 249,5 % em relação ao mesmo período do ano anterior.

retrospectiva-2021Julho:

O segundo semestre começou com tudo e julho bateu recorde histórico.

O sétimo mês do ano foi marcado por 184 operações, um crescimento de 75,2%. Os investimentos passaram dos R$ 70 bilhões de reais. Sabe o que isso significa? Crescimento de 163,8%. É muita coisa, não é mesmo?

Igualmente, os setores de Tecnologia da Informação, Telecomunicações e Mídia, Hospitais e Laboratórios de Análises Clínicas Saúde foram os mais ativos.

A maior transação do mês foi o arremate do controle da InfraCo, da Oi, pelo BTG Pactual, em um leilão. E o valor foi de R$ 12,9 bilhões.

Lembra que os investidores nacionais que deram um show no primeiro semestre? Então, no segundo eles começaram bem também. Em suma, foram 161 operações, ao todo, que corresponde a 87,5%, e investimento da ordem de R$ 62,5 bilhões, correspondendo a 83,9% do total.

Agosto:

Em agosto o mercado de fusões e aquisições no Brasil quebrou um novo recorde. Foram 185 operações, com crescimento de 51,6%. Tudo isso movimentou cerca de R$ 56,3 bilhões.

O mercado de tecnologia da informação continuou no topo da lista, seguido por Telecomunicações e Mídia, Hospitais e Laboratórios de Análises Clínicas Saúde.

A maior transação em agosto foi a venda da Oxiteno, que era da Ultrapar, para a tailandesa Indorama Ventures, por US$ 1,3 bilhões de dólares.

Empresas com o porte superior a R$ 1,0 bilhão foram os que apresentaram o maior crescimento, que foi de 197,3%.

E mais uma vez os investidores nacionais predominaram, afinal eles foram responsáveis por 165 operações, que corresponde a 85,2% do total, movimentando R$ 41,3 bilhões.

Setembro:

No mês de setembro o mercado continuava pegando fogo da mesma forma de antes e os empresários continuaram com bom apetite para negócios. Foram contabilizadas 181 transações, um aumento de 54,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Como resultado, todo esse investimento movimentou R$ 43,2 bilhões. Por outro lado, apesar do número alto, houve uma queda de 14,1%, se comparado com setembro de 2020

Tecnologia da informação, Hospitais e Laboratórios e Instituições Financeiras foram os setores mais ativos nesse mês.

A maior transação foi o investimento de R$ 2,2 bilhões da GIC, fundo soberano de Singapura, no fundo que controla a Vital e a InfraCo.

Outubro:

Entrando em outubro em ritmo acelerado, a média de operações nos últimos 4 meses passou de 180. Isso foi ótimo, não é mesmo?

Bom, em outubro, além dos setores de Tecnologia da Informação; Telecomunicações e Mídia; Hospitais e laboratórios, as companhias Energéticas também movimentaram o mercado.

Ao todo, os números ficaram na casa das 181 transações, aumento de 37,6% em relação ao mesmo mês de 2020, faturando R$ 54,7 bilhões.

No décimo mês do ano, os investimentos ficaram concentrados em empresas com o porte superior a R$ 1 bilhão, assim, a maior operação foi quando a Equatorial Energia comprou a Echoenergia numa transação que beira os R$ 10 bilhões.

Dessa forma, comprovando esse apetite por negócios, os investidores nacionais foram responsáveis por 157 operações, quase 87% do total. Em outubro eles movimentaram mais de R$ 30 bilhões.

Novembro: o último mês da retrospectiva 2021

Em novembro, 139 transações haviam sido contabilizadas no Brasil. O que movimentou R$ 39,8 bilhões. Novamente, os setores de tecnologia da Informação, Telecomunicações e Mídia, hospitais e clinicas de saúde foram os mais ativos.

Uma das principais notícias de novembro foi o leilão do 5G, que rendeu no primeiro dia, R$ 7 bi. No segundo maior leilão da história do Brasil, a Anatel conseguiu vender praticamente todos os lotes de frequências ofertadas do 5G.

E por fim, nesses onze primeiros meses do ano de 2021, foram apuradas 1.534 operações e isso significa um crescimento de 74,5% em relação aos onze primeiros meses do ano de 2020, em que foram apuradas 879 operações aqui no Brasil.

Impressionante não é mesmo?

Até a conclusão do artigo, ainda não tínhamos dados sobre o mês de dezembro, mas se ele seguir na mesma tendência, temos certeza de que ele também será surpreendente!

retrospectiva-2021Retrospectiva 2021: As Maiores Transações do Ano

Algumas transações no mundo do M&A chamaram muita atenção nesse ano. Vamos ao top 3 transações do ano?

1º lugar: Hapvida e Intermédica chegam em acordo: fusão cria gigante de R$ 110 bi

Em primeiro lugar temos a transação entre a Hapvida e a Notredame Intermédica, que foi a maior transação ocorrida no mês de fevereiro.

Elas chegaram a um acordo para fundir suas operações, juntando dois gigantes regionais verticalizados de saúde para criar uma companhia nacional com valor de mercado de cerca de R$ 110 bilhões.

2º lugar: Petrobras levanta R$11,36 bi com venda de fatia na BR Distribuidora

Em segundo lugar temos a Petrobras que informou que levantou 11,36 bilhões de reais com a venda de sua participação na BR Distribuidora, o que representa a maior oferta de ações do ano no Brasil.

A petroleira vendeu toda a sua parte remanescente de 37,5%. Essa transação ocorreu em junho.

3º lugar: JPMorgan compra 40% do C6 por R$ 10 bilhões

E em terceiro lugar nas transações temos o banco americano JPMorgan Chase, que anunciou a compra de uma participação de 40% do banco digital C6 Bank, que foi fundado em 2019 por ex-sócios do BTG Pactual.

Essa transação está relacionado a mais um capítulo na “guerra” pela liderança dos bancos digitais no Brasil, em um campo cada vez mais disputado. Essa transação também ocorreu em junho.

Outras transações relevantes na Retrospectiva 2021

A segunda maior transação ocorrida no mês de fevereiro foi a Mubadala Capital que venceu disputa e conseguiu a aquisição da Refinaria Landulpho Alves, da Petrobras, na Bahia. O valor dessa oferta? 1,65 bilhão de dólares, (cerca de R$ 8,87 bilhões reais).

Além disso, outra transação que ganhou bastante atenção foi o Carrefour que adquiriu o Grupo Big Brasil por R$ 7,5 bilhões. O Carrefour Brasil celebrou acordo para aquisição da totalidade do Grupo BIG Brasil pelo montante total de R$ 7,5 bilhões.

A transação do Banco Inter também chamou muita atenção nesse ano, o banco em um disputado follow on capta R$ 5,5 bi e traz a Stone para a base de acionistas. Essa transação ocorreu em junho.

Por fim, mas não menos importante, temos a transação da compra da Bodyarmor pela Coca-Cola. A bebida esportiva, que é concorrente da Gatorade, do grupo Coca, foi comprado por US$ 5,6 bilhões, o maior negócio do tipo da gigante conhecida pelo refrigerante.

Além disso, duas grandes empresas anunciaram que vão dividir as companhias:

O Laboratório Johnson & Johnson anunciou um plano de se dividir em dois, transformando seu ramo de produtos de higiene e de medicamentos sem prescrição médica em uma empresa separada.

Por último, a Toshiba disse que irá se dividir em três para acalmar investidores. Segundo a empresa, o objetivo é ter uma estrutura societária com mais foco.

Diante da retrospectiva 2021, como se preparar para o próximo ano?

Como podemos ver nessa retrospectiva, 2021 foi um ano ótimo para os negócios, não é mesmo?

E a chegada de um novo ano deixa as expectativas ainda mais altas, afinal é hora de fazer planos, planejar novos negócios e os próximos passos.

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Além disso, fique de olho aqui no nosso blog. No artigo da semana que vem vamos te contar os setores que estarão em alta em 2022 para você se preparar para o próximo ano!

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