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Setor de Serviços vem recuperando prejuízos causados pela pandemia e movimenta PIB brasileiro

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O setor de serviços lida com as atividades de prestação de serviços e comércio. Ou seja, qualquer tipo de negócio que envolva a oferta e a aquisição de um serviço. Assim, dentistas, advogados, jornalistas, designers, mecânicos, vendedores de lojas e uma série de outras profissões são consideradas como prestadores de serviço.

E, justamente por esse fator, ele gera cerca de 60% do total de empregos gerados no Brasil. Estima-se que, para toda essa engrenagem funcionar, o setor emprega mais 6 milhões de pessoas de forma direta e indireta. Isso só acontece por que há, pelo menos, 2,6 milhões de micro e pequenas empresas atuando no segmento de prestação de serviço. O número é tão alto que corresponde a 39% do total de MPEs existentes por aqui.

O setor de serviços ainda é responsável por, aproximadamente, 75,8% do PIB nacional. Além disso, o mercado também apresenta uma expectativa de crescimento superior a 5% ao ano. Fazendo com que o público do setor de serviços passe por pessoas com itens essenciais até serviços considerados de luxo, abrangendo todas as classes sociais.

O Relatório dos Negócios Promissores, divulgado pelo Sebrae, aponta que o desempenho do PIB brasileiro se reflete no comportamento das micro e pequenas empresas do país, que apresenta uma expectativa de alta de acordo com o Banco Mundial. O setor de serviços é a principal aposta para os próximos anos. Dentro dele, algumas áreas tem se destacado, como prestação de serviços pessoais, entregas, transporte de passageiro, marketing direto e produção de conteúdo para internet, além dos negócios convencionais como alimentação, vestuário e construção.

Setor de Serviços registra enorme crescimento em 10 anos

Para entender melhor a importância do setor de serviços brasileiro, em 10 anos o mercado ganhou mais de 400.000 empresas. Isso significa um aumento de 2,4 milhões de empregados. Isso mostra que após quatro anos seguidos de queda, o setor registrou crescimento. Os dados são do ano de 2019, mas só foram divulgadas neste mês pelo IBGE.

De acordo com o IBGE, em 2019 havia no país cerca de 1,4 milhão de empresas prestadoras de serviços não financeiros que empregavam aproximadamente 13,8 milhões de pessoas. Em 2010, eram cerca de 969 mil empresas e 10,4 milhões de trabalhadores. Ou seja, isso representa um crescimento de, respectivamente, de 41,5% e 23%.

Mas, apesar do aumento do número de trabalhadores no setor, houve queda na média de ocupação por empresas. A média de ocupação caiu de 11 para 9 trabalhadores por empresa.

De acordo com o G1, com dados do IBGE, os segmentos de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios tinha, em 2019, a maior média de ocupação, de 15 trabalhadores por empresa. Já os segmentos de atividades imobiliárias e de serviços de manutenção e reparação tinham a menor média de ocupação, de apenas 4 empregados por empresa.

No mesmo período, também caiu o salário médio pago pelas empresas prestadoras de serviços no país – passou de 2,5 salários mínimos para 2,3 salários mínimos.

O estudo do IBGE mostra ainda que os maiores salários continuam sendo pagos por empresas do segmento de informação e comunicação. Em média, são cerca de 4,5 salários mínimos. Mas, 10 anos atrás, a média salarial deste segmento era de 5,7 salários mínimos.

O segmento de serviços prestados principalmente às famílias se manteve como o de menor média salarial, de 1,5 salários mínimos. Porém, houve aumento dessa média, já que em 2010 ela era de 1,4 salários mínimos.

Entenda como o Setor de Serviços se recuperou durante a pandemia

foto-de-graficos-para-ilustrar-dados-do-setor-de-servicosCom a chegada da pandemia muita coisa mudou. O setor de serviços também colocou os pés nos freios para evitar aglomerações e contágio pelo Coronavírus. Porém, a primeira vez que o segmento voltou ao patamar de antes da pandemia foi em fevereiro de 2021, quando alcançou 1,2% acima do registrado em fevereiro de 2020, mês que antecedeu o início das medidas de isolamento social.

Mas, em março deste ano, com um novo agravamento do número de casos de Covid-19, governadores e prefeitos voltaram a adotar medidas restritivas, afetando o funcionamento das empresas de serviços. Com flexibilizações do comércio entre os meses de abril e maio, o setor voltou a respirar. Um dos destaques foi o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios, com alta de 3,7%.

Entretanto, embora apresente sinais de aquecimento na maior parte dos seus segmentos de atividades, ainda está 11,3% abaixo do recorde histórico de novembro de 2014. Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE, no ano, o setor acumula alta de 7,3% e, nos últimos 12 meses, queda de 2,2%.

Os serviços prestados às famílias registraram as maiores altas. O avanço foi de 17,9%. Mas, ainda segundo o IBGE, permanecem cerca de 29,1% abaixo do patamar antes da pandemia. Algumas atividades já ultrapassaram a marca atingida na pandemia. A de serviços de informação e comunicação, por exemplo, ficou 6,4% acima; a de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, 4,7%, e outros serviços, 3,3%.

Com relação as atividades turísticas, os índices vêm subindo. Nos últimos dois meses, o acumulo de crescimento foi de 23,3%. Esse avanço recupera parte da queda de 26,5% em março, quando as restrições sanitárias impactaram mais a fundo o segmento. Mas, para retornar ao patamar antes da pandemia, o segmento de turismo ainda precisa crescer em 53,1%.

Recuperação por estado

De todos os 27 Estados do Brasil, 23 apresentaram expansão no volume de serviços em maio de 2021, se comparado a abril deste ano. O Estado da Bahia atingiu 8,6% de crescimento. Minas Gerais ficou com 2,1% e o Distrito Federal cresceu em 3,7%.

Mas, o impacto mais importante foi em São Paulo, afinal, é o local que detém maior peso no índice geral (45 pontos percentuais). O Estado Paulista apresentou crescimento de 2,5%.

Entretanto, quatro Estados apresentaram retrações nos índices. O Estado do Tocantins caiu 2,9% e Piauí em 1,9%. Já Rondônia e Mato Grosso tiveram quedas menores, 0,8% e 0,4%, respectivamente.

O que esperar do Setor de Serviços no pós pandemia

foto-que-ilustra-o-setor-de-servicosPortanto, nota-se uma recuperação em todos os setores. Haja visto o avanço da vacinação em massa e a retomada da economia, o que favorece o investimento em negócios neste ramo.

Vale lembrar que a Taxa Positiva também apresenta crescimento. Se compararmos com maio de 2020, os serviços cresceram 23,0% no mesmo mês deste ano. O IBGE aponta que esta é a terceira taxa positiva seguida e a mais intensa da série histórica iniciada em janeiro de 2012. Nessa comparação, o crescimento foi acompanhado por todas as atividades.

Esse aumento pode ser explicado pela baixa base de comparação, já que o setor havia recuado 19,3% em maio de 2020, devido às restrições sanitárias causadas pela pandemia.

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